Aprenda a investir em tempos de juros baixos

18.12.2019 (Tempo de leitura: 10 minutos)

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Quem apostaria em uma taxa Selic tão baixa como a que temos neste momento, de apenas 4,5%? Esta é a mínima histórica e o cenário não deve mudar em breve. É claro que os juros nesse patamar são positivos para o país para certos aspectos, mas para o investidor é um verdadeiro desafio escolher onde investir o seu dinheiro neste contexto.

Antes de responder o tópico do título, daremos algumas informações para os investidores de primeira viagem sobre o que é a taxa Selic que falamos acima.

A Selic é utilizada pelo governo para sinalizar ao mercado os juros que ele vai remunerar os títulos públicos. Quando o governo vai ao mercado para captar dinheiro ou vender títulos públicos é essa a taxa aplicada.

Essa taxa é determinada pelo Banco Central e uma ferramenta usada para controlar a inflação.

Caso a inflação suba, o governo aumenta a Selic e desse modo reflete em uma alta do custo do crédito. Se a taxa Selic cai, o efeito é o oposto.

Uma das dúvidas mais correntes dos investidores agora é: onde devo investir minhas economias?

Um dos investimentos mais afetados por essa baixa nas taxas de juros é o da renda fixa, porque os juros aplicados são os da Selic.

Não é preciso transformar isso em uma tempestade em copo d’água. Na verdade é preciso estudar muito bem onde fazer suas aplicações a partir de agora.

Um exemplo pode ser uma aplicação em renda variável. Mas, de qualquer modo, vamos dar uma série de informações muito úteis abaixo para quem deseja investir suas economias adequadamente.

O importante é não concentrar todo seu investimento em produtos com baixo rendimento. É preciso ser menos conservador e diversificar ao máximo para poder ter um bom retorno da aplicação.

Caso você queira ser mais arrojado em seus investimentos existem algumas opções. Mas é preciso sempre levar em conta o seu perfil de investidor.

Você deve ter em mente quais são seus objetivos de curto, médio e longo prazo para fazer o investimento de maneira consciente.

Bolsa de Valores

As aplicações na Bolsa de Valores tem sido a escolha preferida de muitos investidores nestes tempos de juros baixos.

Você pode escolher aplicar na Bolsa através de uma corretora ou em um fundo de investimentos.

Com os juros mais baixos os custos das dívidas das empresas também baixam e elas acabam investindo mais na produção. Isso pode melhorar a performance das suas ações na bolsa, mais investimento, maior valorização dos papéis.

As aplicações podem ser feitas através dos fundos que na verdade são um grupo de investidores reunidos com um único objetivo que é a rentabilidade de suas aplicações. Um fundo de investimento é formado por uma carteira de ativos financeiros.

Cada investidor adquire uma cota e segue regras pré-estabelecidas. Existem taxas pela gestão do mesmo. A rentabilidade desses fundos vai depender logicamente da valorização das ações (papéis).

Esses investidores se reúnem e tem um gestor que será encarregado de fazer as melhores aplicações nos mais variados produtos.

Renda variável

A Renda Variável é uma boa opção de investimento nestes tempos de juros baixos.

A Renda Variável é exatamente o oposto da Renda Fixa. Você não sabe qual será o rendimento no final do prazo da aplicação. Ele pode oscilar tanto para cima como para baixo. Ações, pode exemplo, são uma forma de renda variável.

Com essa oscilação ele pode dar um retorno bem mais interessante, mas deve ser uma aplicação dirigida a investidores mais arrojados.

Nunca devemos esquecer que com um papel de renda variável as chances de ganhar mais são possíveis, porém existe um risco nessa operação. Caso o risco seja menor, o rendimento também será proporcional.

Renda fixa

É uma das aplicações preferidas pelos investidores que estão atrás de segurança e rentabilidade.

Ela tem uma rentabilidade previsível e pode estar atrelada a Selic, ao CDI ou mesmo à inflação.

Podemos citar os mais habituais como os CDB, Tesouro Direto (falaremos mais sobre ele abaixo), LCI e LCA, Letra de Cambio, CRI/CRA e a tradicional Caderneta de Poupança que hoje em dia seria a pior aplicação do mercado sem dúvida alguma.

Para que os investidores novatos no ramo entendam melhor, vamos explicar os significados destas siglas.

  • CDB - Certificados de Depósito Bancário: os Bancos captam dinheiro no mercado através dos CDBs, portanto são títulos da dívida dos bancos.
  • LCI - Letras de Crédito Imobiliário: são operações baseadas no crédito imobiliário que os bancos fazem quando uma pessoa financia um imóvel. Depois eles repassam essa dívida através dos LCI.
  • LCA - Letra de Crédito do Agronegócio: semelhante a operação acima, só que com créditos dados ao agronegócio.
  • Letras de Câmbio: são semelhantes aos CDBs só que emitidas pelas financeiras.
  • CRI - Certificados de Recebíveis Imobiliários: também relacionados ao setor imobiliário, mas atrelados ao fluxo de recebimentos de aluguéis
  • CRA - Certificados de Recebíveis do Agronegócio: provenientes de pagamentos futuros do setor de agronegócios

Títulos Públicos

Os títulos públicos, portanto, emitidos pelo governo, possuem alguns benefícios, além de serem garantidos pelo Governo Federal. São títulos públicos extremamente confiáveis e que podem ser adquiridas nos Bancos, Corretoras ou mesmo através da internet.

Os três principais são:

  • Tesouro IPCA: composto pela soma entre o IPCA e a taxa de juros determinada no ato da compra.
  • Letra do Tesouro Nacional: um título pré-fixado que no momento da aquisição o investidor saberá exatamente a data de vencimento e a taxa de juros aplicada.
  • Letra de Financiamento do Tesouro ou, como é conhecido, Tesouro Selic: é uma aplicação pós-fixada, o que significa que o aplicador só saberá sua rentabilidade na data do vencimento do título.

Conclusão

Como podemos ver existe uma infinidade de opções para quem deseja investir nestes tempos de juros baixos. É extremamente importante que você faça uma reflexão e veja que tipo de investidor você se considera: conservador, moderado ou agressivo.

Então a partir disso tome a decisão consciente e faça um investimento dentro do seu perfil. Esse é um dos princípios básicos para se tornar um investidor.

Pesquise com calma, estude as vantagens e desvantagens de cada uma das opções disponíveis no mercado financeiro e decida qual a que melhor se encaixa nas suas necessidades atuais.

Meta Description: com mais uma queda na taxa SELIC, saber como investir em tempos de juros baixos é um desafio. Aprenda a navegar nessas águas com este artigo

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