Viagem para o exterior: como cortar custos com dólar alto

27.2.2020 (Tempo de leitura: 10 min.)

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Uma viagem para o exterior é um desafio enorme, com o dólar chegando a R$4,30, o euro passando de R$4,70 e, se você estiver indo para o Reino Unido, a libra está mais de R$5,50. Calma, que fica pior: esses são os valores comerciais. Na casa de câmbio esses valores são maiores (turismo), além das taxas.

Ou seja, a situação é bem complicada. Para os que já têm tudo reservado e não vão cancelar ou então para quem quer tirar férias de qualquer jeito, vamos tentar dar algumas dicas para essa viagem não acabar com seu orçamento.

A viagem para o exterior já está marcada: como faço?

Se você já tem passagem comprada e hotel reservado, cancelar a viagem é uma dor de cabeça maior do que enfrentar os preços em dólar mais salgados. Calma, dá para aproveitar esses dias no exterior.

Cada centavo importa

Pode parecer que uma queda de 4,30 para 4,20 não é muita coisa, mas isso não é verdade. Imaginando que seu gasto por dia seja de 100 dólares com comida, transporte e coisas pequenas, em uma viagem de sete dias você terá gastado 700 dólares.

Se esses 700 dólares foram adquiridos com um câmbio de 4,30, eles representam 3010 reais, enquanto que com 4,20, são 70 reais a menos.

Pode parecer pouco. Mas pense bem:

  • Se você está viajando em família, multiplique esse valor por 2x, 3x ou mais e comece a notar a diferença
  • Estamos falando apenas de comida, transporte e coisas pequenas. Pense agora a diferença se você fará compras maiores ou ainda precisa garantir um hotel ou aluguel de carro.
  • A diferença que pegamos pode acontecer em um dia. Porém, ela pode ser bem maior. Por exemplo, o dólar turismo em 7 de janeiro estava em 4,23. Hoje (10/02) está em 4,5.

Aplicando esse dólar turismo ao mesmo cenário acima, são quase 200 reais de diferença. Ou seja, pense bem nos centavos.

Outra boa dica é tentar fazer a troca de moeda de uma só vez, para evitar pagar seguidas taxas de serviço. Mas aqui também importam seu conforto e segurança, para você não ficar desconfortável em carregar dinheiro enquanto viaja.

Repense sua estratégia

Se a viagem não pode ser cancelada, mas o impacto nas contas realmente será maior do que você pode suportar, repense um pouco sua viagem.

Caso ela tenha sido pensada para compras, faça uma boa cotação dos preços aqui e lá para saber se ainda vale a pena trazer esse produto. Se o preço estiver salgado demais, deixe para uma próxima viagem ou pense em outra forma de adquirir esse produto, talvez até pagando o frete para o Brasil.

Agora, se a viagem for para uma cidade como Nova York, planeje opções mais baratas de atrações turísticas, que não dependam tanto de ingressos (como passeios) e envolvam explorar a cidade de outras formas. Poupar no Uber e usar transporte público, por exemplo, pode te poupar muitos suados dólares.

Evite o cartão de crédito

O temido IOF (Imposto sobre Transações Financeiras) vai descer o porrete com gosto em quem manda ver no cartão de crédito. A taxa é de 6,38%.

Outro problema: o custo do dólar não será o do dia da compra e sim o do dia da fatura. Como tivemos vários aumentos do dólar nos últimos meses, você pode pensar que gastou 423 reais em um produto e descobrir na fatura que gastou 450. E isso para todas as compras.

Por isso, mesmo que trocar o dinheiro não seja algo muito prático, é melhor pelo menos ter uma parte em espécie para fazer compras. O IOF sobre o dinheiro em espécie é de 1,10%.

Ainda estou pensando sobre a viagem para o exterior

Bom, você já está em uma situação mais maleável que as pessoas acima.

Como todos sabemos, ter opções sempre é algo desejável. Se você quer ir para os Estados Unidos, conhecer a Europa ou visitar a Terra da Rainha e não abre mão, tudo bem. Mas com o real desvalorizado, é interessante explorar alternativas.

Por exemplo, ir para a Argentina. Se o real não está dos mais fortes, o peso argentino nem se fala, com um peso valendo apenas 0,07 reais.

O mesmo serve para outros países latino-americanos como Colômbia e México. Não faltarão opções de turismo, história, cultura e culinária para explorar nesses destinos.

Mesmo assim, não é só fechar o olho e achar que você chegará como um magnata, jogando reais pela janela do hotel enquanto as pessoas brigam. É muito possível que suas escolhas de passagem, hotel e até comida acompanhem o dólar, o que não ajuda muito os brasileiros.

Por isso, como sempre, faça uma boa cotação para ver se os preços realmente estão mais baratos. Se não, o Brasil com seus diversos destinos turísticos, pode ser uma ótima alternativa em relação a preços, algo que nem sempre acontece.

Promoções, descontos e milhagens

Com os preços em alta, cada promoção precisa ser abraçada com força. Felizmente, é comum achar ofertas de passagens e hotéis em sites de procura e até pacotes em conta.

Outra boa estratégia ao pensar na sua viagem para o exterior é o programa de milhagem e pontos do seu cartão de crédito. Caso você use bastante o cartão, é possível que você tenha pontos suficientes para um bom desconto ou até um trajeto da viagem de graça.

Mas atenção: sempre compre em sites confiáveis e se possível, na página oficial. Afinal, você não quer um prejuízo duplo: não ter sua compra concretizada e ainda seus dados do cartão vazarem.

Ao comprar passagens, procure pelos sites da companhia ou então empresas como o Skyscanner, Decolar e Submarino Viagens. Caso você encontre outra empresa, digite no Google seu nome e pesquise, inclusive no Reclame Aqui. O mesmo serve para hotéis, com plataformas como o Booking e Hoteis.com sendo confiáveis.

Se você optar pelo Airbnb e serviços do gênero, sua escolha pode ser certeira e até mais econômica.

Mas também não faltam relatos de locais cujas fotos não eram nada fieis à realidade. Para sua sorte, também é possível checar as notas e comentários dados por outros usuários. Privilegie as acomodações que tenham nota boa e muitas avaliações.

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