Dicas para ter uma vida financeira melhor

4.9.2019 (Tempo de leitura: 8 minutos)

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Uma conta atrasada ou um gasto extraordinário não são coisas tão difíceis de acontecer para a maioria das pessoas. Quando isso ocorre com certa rotina, as dívidas começam a acumular e seus orçamento sai dos trilhos.

Esse problema pode ser revertido, bastando para isso se organizar e planejar sua vida financeira. Será preciso sentar com sua família, expor a situação e juntos procurarem a melhor solução. Caso você ainda seja solteiro (a) e não tenha uma grande estrutura a sustentar (casa, escola dos filhos, muitas contas), o processo tende a ser mais fácil.

Para começar a resolver o problema, uma conversa com seus credores poderá aliviar ao menos parcialmente seu aperto financeiro. Mas vamos então resolver essa questão por partes:

  1. Saber qual a real situação das suas dívidas
  2. É preciso saber o que entra e o que sai
  3. Negociação com os credores
  4. Cartões de crédito e cheque especial
  5. Será preciso reorganizar sua vida e de sua família
  6. Muito cuidado com as prestações
  7. Faça sempre as contas por ano
  8. Procure poupar para as emergências

1. Saber qual a real situação das suas dívidas

É claro que, para saber como sair dessa dificuldade será preciso primeiramente saber quais são suas dívidas, valor e quem são os credores. Coloque tudo no papel, desde as dívidas maiores até as menores, para que você tenha um apanhado completo da situação.

É também válido ter em mente quais são as dívidas mais fáceis de se livrar e as mais difíceis. A condição mais importante é o valor dela, mas pense também em prazos, juros e a possibilidade de renegociar. Uma dívida de valor moderado, mas com juros altos e que não dá para negociar é mais importante de resolver que uma dívida de valor alto, mas que pode ser negociada com juros interessantes.

2. É preciso saber o que entra e o que sai

Com suas dívidas listadas teremos que analisar qual a sua receita, ou quanto você ganha por mês, para podermos estabelecer a gravidade ou não da situação. Coloque no papel seu salário, rendimentos extras e tudo o que entra, caso haja fontes além do salário.

Agora coloque as despesas obrigatórias: desde aluguel e condomínio até luz, água e demais despesas fixas. Por último, vamos anotar as despesas variáveis como roupas, compras, gastos pessoais, restaurantes etc.

A partir daí você terá um relatório completo da sua vida financeira e com esses dados em mãos poderá começar a elaborar um plano para sair do aperto e inclusive pagar suas dívidas.

3. Negociação com os credores

Agora que você, e, se for o caso, sua família, já estão cientes da situação, parta para a negociação com seus credores. Não tenha vergonha, essa é uma prática bastante comum no mercado.

O que seu credor quer na verdade é receber, então estará sempre de portas abertas. Observe com atenção o que você poderá dispor de seu orçamento para pagar a dívida. Nunca dê um salto maior do que a perna. Seja claro e sincero na negociação. Caso seja possível vender algum bem, prefira o pagamento à vista com desconto.

4. Cartões de crédito e cheque especial

Uma das causas mais comuns do desequilíbrio financeiro nos lares brasileiros está presente em problemas com cartões de crédito e cheques especiais. Ambos possuem juros altíssimos e dificilmente conseguem ser pagos caso você atrase.

O crédito rotativo atinge índices assustadores e é preciso sanar esse problema rapidamente. Vá a o seu Banco e tente trocar essa dívida por um crédito pessoal onde os juros são bem menores ou mesmo por um empréstimo consignado se for possível.

5. Será preciso reorganizar sua vida e de sua família

Não será o bastante você renegociar suas dívidas e não reorganizar seu orçamento doméstico. Muita coisa pode ser alterada, muitos hábitos podem ser mudados, desde que discutidos com seus familiares. Despesas poderão ser cortadas em certas coisas que na verdade são supérfluas, ou mesmo em coisas que pagamos sem usufruir totalmente.

Com o corte de certas despesas ou mesmo a diminuição das mesmas você terá uma folga e conseguirá pagar suas dívidas e sair finalmente dessa situação estressante.

6. Muito cuidado com as prestações

Controle seus impulsos ao ver certas promoções onde as lojas oferecem vendas parceladas e a “perder de vista”. Dentro dessas parcelas estão embutidos juros e caso você atrase as penalizações são pesadas. Claro que muitas vezes não há como fugir delas, especialmente em compras de grande valor. Mas tenha em mente o tanto a mais que você está pagando e faça um esforço para conseguir o menor número de prestações e assim de dinheiro gasto em juros.

O ideal é você conseguir juntar dinheiro e comprar tudo à vista. Ai sim poderá conseguir um bom negócio e comprar o bem que você deseja. Inclusive com um desconto no caixa ou negociando com o comerciante.

7. Faça sempre as contas por ano

Aprenda a fazer suas contas considerando sempre o gasto anual com essa despesa. Uma conta de 50 reais mensais parece bem irrisória, mas se você multiplicar esse valor por 12 meses verá que 600 reais não é tão irrisório assim. Fazendo esse cálculo você irá ter a verdadeira noção do gasto que parecia tão inexpressivo.

8. Procure poupar para as emergências

Após ter sua vida financeira novamente nos trilhos, tente fazer uma poupança todos os meses para que não precise enfrentar novamente o problema das dívidas. Aplique na poupança o valor que for possível e tenha como objetivo ter um “pé de meia” de pelo menos três meses de despesa. Assim, sua vida será bem menos estressante sabendo que em caso de necessidade você tem uma reserva guardada.

Gastar mais do que se ganha obviamente não leva ninguém a lugar algum, então a educação financeira é essencial para que você e sua família tenham qualidade de vida. Milhões de brasileiros passam por esse problema, não tenha vergonha de se sentar com sua família e reorganizar suas vidas.

Evite gastos desnecessários, aproveite mais as promoções de lojas e supermercados, ande de transporte público quando for possível, deixe de comer na rua e leve sua marmita de casa... Tudo isso fará uma grande diferença no final do mês, não só no seu orçamento, mas também na sua saúde. Todos os gastos, por menores que possam parecer, fazem grande diferença no final do mês.

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